
DICAS DE LEITURA
07 — Somos formados apenas por aquilo em que acreditamos?
III — APRENDER A SER FORMADO
James K. A. Smith — Você é Aquilo que Ama
Quando saber não é suficiente
Durante os primeiros seis passos desta trilha, aprendemos a enxergar e a pensar.
James W. Sire nos ensinou a perguntar como interpretamos a realidade.
C. S. Lewis mostrou o que acontece quando uma cultura perde a convicção de que existem valores objetivos.
Francis Schaeffer perguntou se nossas interpretações correspondem à realidade.
Alister McGrath nos mostrou que a verdade cristã precisa ser comunicada em diálogo com culturas que possuem outras categorias para interpretar o mundo.
Alvin Plantinga nos levou para uma questão epistemológica:
É racional crer em Deus?
E John Stott nos conduziu de volta ao centro da fé:
O que o cristianismo realmente afirma?
Agora surge uma pergunta diferente. Talvez ainda mais desconfortável.
Porque podemos saber o que é verdadeiro e, mesmo assim, viver como se outra coisa fosse verdadeira?
Podemos defender uma doutrina e desejar outra coisa?
Podemos confessar uma cosmovisão e organizar nossa vida de acordo com outra?
Podemos conhecer o evangelho e continuar sendo formados por amores que não foram orientados pelo evangelho?
Por essas e tantas outras perguntas, é que depois de aprender a pensar, precisamos aprender a perguntar:
O que está formando quem somos?
É nesse ponto que encontramos James K. A. Smith.
Somos apenas aquilo que pensamos?
Existe uma maneira bastante comum de imaginar a formação cristã.
Aprendemos a verdade. Passamos a acreditar na verdade. E somente depois disso que a nossas crenças produzem nosso comportamento. O modelo parece simples:
conhecimento → crença → comportamento.
E existe verdade nisso. Pois, o cristianismo não é anti-intelectual. dentro da cosmovisão cristã, a verdade importa, a doutrina importa e a teologia importa. Aquilo que acreditamos realmente influencia aquilo que fazemos.
Mas Smith pergunta se essa descrição é suficiente. Será que somos formados apenas por aquilo que sabemos e acreditamos?
E a sua resposta é; não.
O ser humano não é apenas um pensador. É também um amante. E aquilo que amamos possui um papel decisivo na formação de quem somos.
É justamente daí que nasce a provocativa tese de seu livro:
“Você é aquilo que ama”.
A antropologia do desejo
Em sua obra, Smith procura corrigir aquilo que considera uma visão excessivamente intelectualista da formação humana. Para ele, não somos simplesmente seres que recebem informações, processam argumentos e tomam decisões a partir deles. Nossos desejos possuem direção.
Amamos determinadas coisas, desejamos determinados fins, imaginamos determinadas formas de vida e esses desejos ajudam a orientar nossas ações.
Ao lermos sua obra, perceberemos que a proposta de Smith está profundamente relacionada à tradição de Agostinho, para quem o problema humano não pode ser reduzido ao conhecimento incorreto. Segundo Agostinho, existe também uma desordem dos amores. O projeto de Smith procura recuperar essa dimensão afetiva e formativa para pensar a educação cristã e a vida da Igreja.
Isso significa que uma pergunta fundamental para a formação cristã não é apenas: “O que você sabe?”
É também: “O que você deseja?”
Parece simples, mas talvez, essa seja uma das perguntas mais difíceis de se obter um resposta que satisfaça.
Podemos acreditar em uma coisa e amar outra
Aqui Smith toca em uma experiência extremamente comum. Uma pessoa pode afirmar:
“Minha família é muito importante para mim.”
Mas passar a maior parte do tempo trabalhando.
Pode afirmar:
“Deus é o centro da minha vida.”
Mas organizar sua agenda como se Deus fosse uma interrupção.
Pode dizer:
“A vida cristã não depende de dinheiro.”
Mas medir continuamente seu valor pelaquilo que possui.
Pode confessar:
“Minha identidade está em Cristo.”
Mas buscar desesperadamente aprovação, reconhecimento e status.
Isso revela alguma coisa. Nossas declarações conscientes não são necessariamente um retrato completo de nossos amores.
Bem como, aquilo que dizemos valorizar e aquilo que efetivamente orienta nossos hábitos podem ser coisas diferentes.
E é justamente nessa distância que Smith nos convida a prestar atenção.
O coração antes da cabeça?
Seria um erro interpretar Smith como alguém que simplesmente troca razão por emoção. longe disso.
Sua crítica não é:
“Pensar não importa.”
E sim:
“Pensar não é a descrição completa do ser humano.”
Para Smith, o amor não é apresentado simplesmente como sentimentalismo irracional. Ele possui direção, ele organiza nossa atenção, ele orienta nossas escolhas e ele estrutura nossa relação com o mundo.
Por isso, quando Smith afirma que somos aquilo que amamos, ele não está dizendo que devemos abandonar o pensamento.
O que Smith está dizendo é que, nossos pensamentos estão inseridos em uma existência orientada por desejos.
O próprio projeto de Smith procura colocar amor, desejo, imaginação, hábitos e práticas em relação, em vez de simplesmente substituir razão por emoção. Essa distinção é fundamental, se quiser entende-lo.
O desejo precisa ser formado
No entanto, se nossos desejos participam da formação de nossa identidade, surge uma pergunta inevitável:
De onde vêm nossos desejos?
A resposta de Smith é de certa forma, provocadora: eles são formados.
Ou seja, não escolhemos conscientemente tudo aquilo que aprendemos a desejar. Afinal, somos educados por ambientes, histórias, imagens, músicas, instituições, comunidades, práticas, rotinas, rituais, mercados, tecnologias, e, principalmente (esta parte é extremamente importante), pelos hábitos que repetimos.
Isso significa que a formação humana acontece muitas vezes antes mesmo de percebermos que estamos sendo formados.
Neste contexto, uma pessoa pode pensar que está apenas comprando, apenas assistindo, apenas navegando, apenas se divertindo, apenas trabalhando e apenas frequentando determinado ambiente. Mas aquilo que fazemos repetidamente pode e na maioria das vezes, estar ensinando nosso coração a desejar determinadas coisas.
As “liturgias” do cotidiano
Aqui aparece uma das ideias mais conhecidas de Smith. Ele utiliza o conceito de liturgia de maneira ampliada.
Não apenas para falar do culto cristão formal, mas para descrever práticas corporais, comunitárias e repetitivas que funcionam como pedagogias do desejo. Exemplos: o shopping center, o estádio e futebol, a universidade, o mercado, a mídia, as redes sociais e as rotinas profissionais.
Todas essas estruturas podem possuir uma dimensão formativa.
Diferentemente do que se costuma pensar, elas não apenas nos oferecem produtos ou informações. Elas podem nos ensinar:
o que desejar;
o que admirar;
o que considerar uma vida boa;
o que imaginar como sucesso;
o que entender como felicidade.
Por isso, Smith chama atenção para as chamadas “liturgias seculares”: práticas culturais que, mesmo sem serem explicitamente religiosas, podem formar nossos desejos.
O shopping center pode ser uma escola
Considere uma cena cotidiana. Uma pessoa entra em um shopping.
Ela vê vitrines, experimenta roupas, observa estilos, percebe o que está na moda, encontra pessoas, come, compra e passeia.
Tudo parece absolutamente comum.
Mas Smith nos convida a perguntar:
Que visão de vida está sendo ensinada nesse ambiente?
Talvez:
“Você é aquilo que possui.”
Ou:
“Felicidade é aquilo que você consegue comprar.”
Ou:
“Você precisa atualizar sua identidade constantemente.”
Ou:
“Desejar mais é normal.”
Talvez ninguém pronuncie essas frases. Mas a prática pode ensiná-las. E é exatamente por isso que a formação cultural é tão poderosa.
Nem toda pedagogia utiliza palavras. Algumas pedagogias utilizam ambientes.
A liturgia das telas
O mesmo pode ser percebido nas tecnologias digitais.
Abrimos o celular.
Recebemos notificações.
Deslizamos.
Respondemos.
Comparamos.
Publicamos.
Esperamos aprovação.
Voltamos novamente.
Esse ciclo pode parecer apenas tecnológico. Mas também pode ser formativo. Pois, ele pode treinar; nossa atenção, nossa impaciência, nossa necessidade de novidade, nossa relação com aprovação, nossa percepção do tempo, nossa tolerância ao silêncio e nossa capacidade de permanecer diante de algo que não produz recompensa imediata.
Por isso, a pergunta cristã não deveria ser apenas:
“Esse conteúdo é permitido?”
Talvez uma pergunta mais profunda seja:
“Que tipo de pessoa essa prática está me tornando?”
Essa é uma pergunta tipicamente smithiana.
Hábitos formam amores
Aqui chegamos ao coração da proposta.
Nossos hábitos moldam nossos desejos.
Aquilo que fazemos repetidamente pode ensinar nosso coração a desejar determinadas coisas. Isso significa que formação não acontece apenas por meio de grandes decisões. Na maioria das veze, ela acontece por meio de pequenas repetições.
A maneira como começamos o dia.
O que fazemos quando estamos entediados.
Como lidamos com dinheiro.
Como usamos nosso tempo.
Como tratamos pessoas que não podem nos beneficiar.
Como respondemos à frustração.
Como usamos nossos dispositivos.
Como descansamos.
Como trabalhamos.
Como adoramos.
Todas essas práticas participam da formação de quem estamos nos tornando. E é por isso que a formação cristã não pode ser reduzida à transmissão de informação. Precisamos ensinar a verdade, mas também precisamos aprender a viver a verdade.
O problema do discipulado puramente intelectual
Essa contribuição é especialmente importante para a Igreja.
Podemos produzir cristãos capazes de responder corretamente a perguntas doutrinárias e ainda assim não produzir pessoas profundamente formadas pelo evangelho.
Podemos ensinar:
- doutrina;
- apologética;
- teologia;
- interpretação bíblica;
- história da Igreja.
Tudo isso é necessário. Mas existe outra pergunta:
Que tipo de pessoa essas verdades estão formando?
O que quer dizer que; o conhecimento cristão sem transformação pode produzir uma situação paradoxal:
a pessoa sabe mais sobre Deus sem necessariamente amar mais a Deus.
Esse é um problema sério e que é bem mais comum do que imaginamos. Uma Igreja pode confundir crescimento intelectual com maturidade espiritual. Mas os dois não são idênticos.
É bem verdade que um dos sinais de maturidade cristã em uma igreja envolve inevitavelmente o conhecimento. Mas também envolve desejos reordenados. Bem como; hábitos transformados, afetos santificados, imaginação renovada, vida comunitária, obediência e dentre outras coisas, o amor.
Smith e a tradição cristã
Todavia, o pensamento de Smith não surge no vazio.Ele reconhece explicitamente a influência de Agostinho e trabalha dentro de uma tradição cristã que entende o ser humano a partir da direção de seus amores.
Em termos agostinianos, o problema humano não é simplesmente que amamos pouco. É que frequentemente amamos de maneira desordenada.
Podemos amar coisas boas de maneira inadequada.
Podemos transformar bens criados em bens absolutos.
Podemos desejar coisas legítimas como se fossem nosso bem supremo.
Podemos transformar reconhecimento em identidade.
Prazer em finalidade.
Dinheiro em segurança.
Poder em significado.
A questão cristã, portanto, não é simplesmente eliminar o desejo.
É ordenar o desejo.
O problema não é desejar demais
Isso também merece a nossa atenção.
É importante destacarmos que, o cristianismo não ensina que devemos nos tornar pessoas sem desejos. A Bíblia não apresenta a santidade como uma espécie de anestesia afetiva.
O problema não está no ato de desejar. O problema é amar desordenadamente. Afinal, nós também desejamos coisas boas.
Mas podemos desejar coisas boas no lugar errado. Ou podemos desejar coisas legítimas de maneira desproporcional, transformando meios em fins.
Por isso, dizemos que a formação cristã não consiste simplesmente em controlar desejos. Ela consiste sobre tudo, em aprender a desejar aquilo que realmente merece ser desejado.
A imaginação também participa da formação
Outro elemento importante no pensamento de Smith é a imaginação.
Ela não deve ser confundida simplesmente com fantasia. Imaginação é também nossa capacidade de visualizar possibilidades de existência. Pois, antes de escolher uma determinada vida, precisamos conseguir imaginá-la.
Antes de desejar alguma coisa, precisamos percebê-la como desejável. E é por isso que, imagens, histórias, símbolos e práticas culturais possuem enorme poder formativo.
Eles nos mostram:
“É assim que uma vida boa parece.”
“É isso que pessoas bem-sucedidas fazem.”
“É assim que alguém admirável vive.”
“É isso que merece nossa atenção.”
Smith nos mostra que somos formados por desejos e imaginação. Assim como Tolkien nos ajudará a perguntar:
O que as histórias têm a ver com a verdade?
A Igreja também possui liturgias
Existe uma aplicação particularmente importante para a vida cristã nesta obra. Se práticas formam desejos, então a própria Igreja precisa perguntar:
O que nossos cultos estão formando em nós?
Diferente da pergunta abitual que muitos fazem:
“O culto foi bom?”
Devemos perguntar:
“Que tipo de pessoa este culto está nos ensinando a ser?”
O que acontece quando a Igreja reúne pessoas semanalmente?
O que cantamos?
O que repetimos?
O que celebramos?
O que confessamos?
O que lembramos?
O que colocamos diante dos olhos?
Como oramos?
Como ouvimos a Palavra?
Como recebemos a Ceia?
Como tratamos o próximo?
Tudo isso pode possuir uma dimensão formativa.
Smith relaciona explicitamente a formação cristã às práticas corporativas de adoração e defende uma recuperação da relação entre culto, cosmovisão e formação. Pois, o culto não é apenas uma reunião na qual recebemos informação.
É também um ambiente no qual aprendemos a desejar.
O culto como escola do desejo
Essa é uma ideia que merece ser analizada.
Quando a Igreja canta:
“Santo, santo, santo…”
não está apenas transmitindo uma informação sobre Deus.
Está treinando a adoração.
Quando confessa o pecado, está ensinando a reconhecer a própria condição.
Quando celebra a graça, está formando gratidão.
Quando proclama a ressurreição, está reorientando a esperança.
Quando participa da Ceia, está lembrando corporalmente que a fé cristã está ligada à morte e à ressurreição de Cristo.
Quando ouve a Palavra, está aprendendo novamente qual história define a realidade.
Por isso, o culto cristão possui uma dimensão pedagógica.
Ele ensina. Mas ensina de uma maneira que envolve muito mais do que informação.
Aqui encontramos a ligação mais profunda entre Smith e os seis livros anteriores.
Sire nos ensinou a pensar sobre cosmovisão.
Plantinga nos ensinou a pensar sobre crença e conhecimento.
Stott nos levou ao conteúdo do evangelho.
Smith pergunta:
O que acontece quando esse conteúdo precisa formar uma pessoa?
A resposta é que o evangelho precisa alcançar mais do que nossas afirmações. Pois, o evengelho não quer apenas a nossa mente, ele precisa alcançar nossos amores.
Uma crítica necessária
A contribuição de Smith é valiosa, mas precisa ser lida com discernimento. Existe o risco de transformar a tese:
“somos aquilo que amamos”
em uma espécie de substituição da razão pelo desejo.
Mas isso não faria justiça ao próprio projeto de Smith. Ele não pretende abandonar conhecimento, razão ou cosmovisão.
Seu argumento é que essas dimensões precisam ser compreendidas dentro de uma antropologia mais ampla
Como observam interlocutores de seu projeto, Smith não procura simplesmente destruir a categoria de cosmovisão, mas situá-la dentro de um quadro mais amplo de imaginação, desejo e práticas.
Isso é importante para nossa trilha.
Aprender a ser formado não significa deixar de pensar.
Significa perceber que aquilo que pensamos também precisa formar aquilo que amamos.
Existe uma frase que poderia resumir esta etapa:
A verdade que não alcança nossos amores ainda não alcançou toda a nossa vida.
Não porque a verdade precise tornar-se emocional.
Mas porque seres humanos não são cérebros desencarnados.
Somos criaturas que pensam, desejam, imaginam, agem e habitam comunidades.
A formação cristã precisa, portanto, integrar:
verdade + desejo + hábito + imaginação + prática.
Esse é o território no qual Smith se torna particularmente importante.
O verdadeiro problema da formação
Talvez agora possamos compreender melhor por que este livro ocupa o primeiro lugar do terceiro movimento.
A pergunta anterior era:
O que o cristianismo realmente afirma?
Agora:
O que essas afirmações estão fazendo conosco?
Essa é uma mudança decisiva. Porque uma coisa é possuir uma teologia. Outra é ser formado por ela.
Uma coisa é conhecer a doutrina da graça. Outra é tornar-se uma pessoa graciosa.
Uma coisa é saber que Cristo ordena o amor ao próximo. Outra é tornar-se alguém que efetivamente ama o próximo.
Uma coisa é afirmar a soberania de Deus. Outra é abandonar a necessidade de controlar tudo.
A formação acontece quando a verdade deixa de ser apenas algo que afirmamos e passa a organizar aquilo que amamos.
Para ler Smith com atenção
o ler Você é Aquilo que Ama, vale a pena manter estas perguntas diante de nós:
- Somos realmente formados principalmente por aquilo em que acreditamos?
- Qual é o papel dos desejos na formação da identidade?
- Como hábitos moldam aquilo que aprendemos a amar?
- O que Smith quer dizer ao chamar determinadas práticas culturais de “liturgias”?
- Quais são as liturgias seculares que estão formando nossa imaginação?
- Como o culto cristão pode funcionar como uma pedagogia do desejo?
- Qual é a relação entre cosmovisão, imaginação e desejo?
- Como evitar transformar a crítica ao intelectualismo em desprezo pela razão?
Essas perguntas tornam a leitura muito mais proveitosa.
Smith não está simplesmente dizendo:
“Siga seu coração.”
Ele está perguntando:
“Quem está ensinando seu coração a desejar?”
A pergunta que fica
Agora podemos observar o novo movimento da trilha.
Plantinga:
É racional crer em Deus?
Stott:
O que o cristianismo realmente afirma?
Smith:
Somos formados apenas por aquilo em que acreditamos?
A resposta começa a aparecer.
Não.
Somos também formados por aquilo que amamos.
Por aquilo que repetimos.
Por aquilo que imaginamos.
Pelos ambientes que habitamos.
Pelas histórias que ouvimos.
Pelos hábitos que cultivamos.
Pelas práticas que realizamos.
Mas isso produz uma nova pergunta.
Se histórias, imagens e práticas formam nossos desejos, então precisamos olhar com mais atenção para uma das formas mais poderosas pelas quais seres humanos aprendem a imaginar a realidade:
as histórias.
Por que uma história pode nos formar?
Como uma narrativa pode comunicar verdade sem funcionar como um tratado filosófico?
Por que determinadas histórias permanecem em nossa imaginação durante décadas?
E será que uma história pode nos ensinar a enxergar o mundo de maneira diferente?
É nesse ponto que encontraremos J. R. R. Tolkien.
Próxima etapa
III — APRENDER A SER FORMADO
08 — O que as histórias têm a ver com a verdade?
J. R. R. Tolkien — Sobre Histórias de Fadas
Se Smith nos ensinou que nossos desejos são formados por práticas e imaginação, Tolkien nos ajudará a investigar o poder formativo da narrativa.
Talvez as histórias não sejam apenas entretenimento. Talvez elas sejam uma das formas pelas quais aprendemos a imaginar o que é possível.
Talvez uma boa história possa nos ensinar a reconhecer:
o bem, o mal, a beleza, o sacrifício, a esperança, a redenção.
A trilha continuará avançando. Mas agora não apenas pela via dos argumentos.
Entraremos no território da imaginação.
Dicas de Leitura
Ler. Pensar. Discernir.
Uma trilha de formação intelectual cristã.
Logos & Cosmos
Reflexões sobre Teologia, Filosofia e Cosmovisão Cristã.

Seja bem-vindo à Trilha das Reflexões.